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Campeonato Paranaense de Canoagem atrai atletas de várias cidades

Durante este final de semana foi realizado, em Antonina, o Campeonato Paranaense de Canoagem de Velocidade, durante os Jogos de Aventura e Natureza. A competição reuniu atletas de várias cidades do Paraná.

Praticadas em rios, lagos ou baías de águas calmas, com nove raias demarcadas nas distâncias de 1.000m, 500m e 200m, a canoagem pode ser executada com quantidade diferente de competidores, o que varia as classes de embarcações utilizadas. Na baía antoninense, as competições foram realizadas em caiaques, em categorias individuais e coletivas, nas distâncias de 500m e 200m por sessenta atletas de diferentes idades.

Para João Emerson, Presidente da Federação Paranaense de Canoagem, os Jogos foram fundamentais para a volta da modalidade esportiva em um campeonato estadual: “Nós temos dificuldades em fazer eventos paranaenses e os jogos nos trouxeram essa oportunidade, que é fundamental para a preparação dos atletas para os eventos nacionais”, disse.

Por ser um esporte que exige força e resistência, devido à instabilidade da canoa ou caiaque, disciplina e muito treino são fundamentais para a conquista de títulos na canoagem de velocidade. Cleber Camargo, presidente da Associação Ribeirão-Clarense de Canoagem (ARCCA) afirma que os treinos, além de preparar os atletas para as competições, são fundamentais também porque contribuem para a formação integral do ser humano.

Depois da prova mini infantil, em que as atletas Mari Ramos e Yasmim V. Gomes de Souza levaram o ouro e a prata respectivamente, Camargo falou sobre como o esporte muda a vida das crianças: “Há crianças que nunca saíram da cidade, então, dá um gás nelas a viagem, a estrada, as competições. Trabalhamos sempre com o objetivo de tirar as crianças da rua e, além disso, quem sabe, formar atletas olímpicos. É o nosso foco”, afirmou.

Superação

Campeão nos jogos sul-americanos de Cochabamba, na Bolívia em 2018 e medalha de bronze nos pan-americanos, no Equador, também em 2018, Pedro Henrique da Costa é um exemplo de como o esporte é um transformador social.

Natural do Rio de Janeiro, o atleta conta que começou a canoagem com 10 anos de idade, por insistência da mãe, em uma época em que as condições financeiras da família eram difíceis. Na primeira competição, Pedro ficou em penúltimo lugar, mas o resultado pouco satisfatório não o fez desistir. Continuou treinando, competindo em campeonatos estaduais e logo depois foi convocado para a seleção brasileira.

Saiu de casa aos 16 anos para treinar no Paraná. “Em Curitiba eu tenho estrutura e tenho uma bolsa para conseguir me manter. Hoje sou digno devido ao esporte”, conta.

Colaboração e foto: Ana Reimann/ Esporte Paraná