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Altitude nas montanhas: como os atletas se preparam para enfrentar esse desafio

Os jogos de Aventura e Natureza vão movimentar até as altitudes do Paraná neste mês de agosto. Entre as modalidades que integram os jogos e serão disputadas em grandes altitudes estão: balonismo, mountain bike, cicloturismo, escalada, corrida de aventura e cross country.

A altura em relação ao nível do mar, que prejudica a quantidade de oxigênio do ar inspirado, é uma das dificuldades que os atletas precisam lidar. Por conta dessa característica, os competidores tem o desempenho comprometido, uma vez que essa exposição aguda e a falta de oxgênio provoca manifestações de mal-estar, como dor de cabeça, náuseas, tonturas e indisposição.

Para lidar com a altitude e se preparar para o desafio, alguns atletas passam por um treinamento específico para esportes na montanha. O método conhecido como hipóxiba normobárica é realizado em clínicas, por cardiologistas, para simular essa dificuldade de respirar.

Com máscaras, medidos cardíacos, uma esteira e máscara, os competidores têm acesso a uma oxigenação, que simula a corrida na montanha e o prepara para lidar com o ambiente.

Além do treinamento em laboratório, outros competidores também são adeptos ao modelo “Live high, train low”, onde passam a viver no alto e treinam em baixas altitudes. Para o doutor em Fisiologia do Exercício, Turibio Barros, a estratégia é possível em centros de treinamento nessas regiões, que tenham a altitude suficiente para a adaptação. Nesses casos, o atleta “sobe” para dormir e “desce para treinar”, com o objetivo de aumentar os glóbulos vermelhos e melhorar a capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue.